Cortes do Seminario Clínico “Em defesa do Eu” (10/10/26)
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Assista aqui amanhã 08/10 à partir das 15:30h
Cláudia Lemos – Unicamp – Evento ao Vivo
1º encontro: 22/08/2026
Será enviado o link do Zoom através do whatsapp e e-mail para o acesso ao Seminário.
CONTEÚDO ABERTO
O sujeito já interpretado
A propósito do Seminário Clínico
Vídeo aberto a todos • Acesso livre
Data publicação: 24/08/26
Leia agora a entrevista sobre formação e instituição psicanalítica no site Cosmopolita (agradecimentos a Carolina Manente e IPEP)
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Todas as terças e sábados










maria teresa guimarães de lemos
Prezado assinante,
Para quem não me conhece, devo dizer que já fui uma lacaniana de carterinha carimbada. E como fui!
Li os seminários, fiz cartel, desfiz cartel, participei durante anos num grupo de trabalho sobre o passe, trabalhei – junto com meus colegas – nas diferentes funções que uma escola de psicanálise exige: secretaria, biblioteca, direção, publicações etc e tal.
Fui ainda agraciada de ter encontrado um analista não-branco e não-paulista, mestre das surpresas do tempo lógico, com quem me analisei por duas décadas e me livrei de graves inibições. Depois de ter aprendido na própria carne as coordenadas do bom corte, aquele que libera o sujeito das garras do supereu, nunca mais esqueci o caminho. A sorte faz parte da formação do analista.
Também frequentei a universidade, fiz mestrado, doutorado e pós doutorado. Aproveitei o que a intelectualidade tem de melhor: o amor ao autor. Um dia uma jovem colega me perguntou ironicamente de onde eu tirava as coisas que dizia. Só aí entendi que não era o lugar para mim.
Depois de ter lido o Seminario 23, O sinthoma, decidi por conta própria parar de ler Lacan e dedicar minha leitura aos psicanalistas que deixei para depois. A análise pode e deve ser interminável mas o tempo não é. Continuo assim a mesma lacaniana de antes, só joguei fora a carterinha.
bem vindos!
Campinas, 08/08/2025
Cortes Grupo Clínico
o espelho e a libido (30/05/2026)
o analista mediano (30/05/2026)
Domingo antes de feriado é paz. Um intervalo de paz num mundo em guerra mas mesmo assim um momento de paz.
Aproveito para ler um autor que estou há tempo apreciando em pedaços aqui no instagram, o poeta palestino Mahmoud Darwich.
Sua poesia me rouba de mim, gostaria de ter podido dizer aquelas palavras. Quando fala do seu amor secreto e impossível por uma jovem bailarina israelense, relação que desafiou barreiras políticas e culturais, faz o resto dos homens parecerem toupeiras.
Perguntei à inteligência artificial por qual livro eu deveria começar a devorá-lo. Como sempre deu a resposta certa, ou seja, a genérica, que vale para todos. Desobeci e comprei outro porque o título me chamou atenção: Memória para o esquecimento. Outra coisa que eu gostaria de ter criado.
Segundo a descrição da Amazon, o livro descreve um dia em agosto de 1982 durante a invasão israelense ao Líbano. Justo o que eu preciso: lembrar-me do absurdo da guerra para não ceder ao conforto da vitória.
É sempre bom lembrar que a luta não acabou. Guerra e paz, nenhuma das duas pode ser esquecida.
Bom domingo para quem quer por as idéias em ordem!
Domingo antes de feriado é paz. Um intervalo de paz num mundo em guerra mas mesmo assim um momento de paz.
Aproveito para ler um autor que estou há tempo apreciando em pedaços aqui no instagram, o poeta palestino Mahmoud Darwich.
Sua poesia me rouba de mim, gostaria de ter podido dizer aquelas palavras. Quando fala do seu amor secreto e impossível por uma jovem bailarina israelense, relação que desafiou barreiras políticas e culturais, faz o resto dos homens parecerem toupeiras.
Perguntei à inteligência artificial por qual livro eu deveria começar a devorá-lo. Como sempre deu a resposta certa, ou seja, a genérica, que vale para todos. Desobeci e comprei outro porque o título me chamou atenção: Memória para o esquecimento. Outra coisa que eu gostaria de ter criado.
Segundo a descrição da Amazon, o livro descreve um dia em agosto de 1982 durante a invasão israelense ao Líbano. Justo o que eu preciso: lembrar-me do absurdo da guerra para não ceder ao conforto da vitória.
É sempre bom lembrar que a luta não acabou. Guerra e paz, nenhuma das duas pode ser esquecida.
Bom domingo para quem quer por as idéias em ordem!
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Quando a manhã de sábado está fresca e tranquila a pedida é dar uma volta na praça, bater um papo com os artesões e comprar coisas imaginativas.
Devo ter puxado minha vó Olga que saía para a rua para comprar um kilo de açucar no supermercado e voltava duas horas depois. Tinha encontrado um conhecido, perguntado da familia, conversado sobre alguma notícia. O velho gosta de sair para saber das coisas ao vivo e à cores.
Meus amigos me garantem que não estou tão velha assim mas eles não sabem de nada. Já nasci com a alma antiga. Na adolescência fui apaixonada pela Idade Média e ainda sou. Raspas e restos me interessam.
A memória do mundo é fascinante. Acredito que todos deveriam ser um pouco velhos, depositários da memória coletiva e transmissores ferrenhos dela. Temperaria a ânsia pelo novo que, quando desembestada, dá no que todos sabem.
Se a Amazônia ainda é nossa e as ruas estão liivres, nada como uma volta para respirar.
Quando a manhã de sábado está fresca e tranquila a pedida é dar uma volta na praça, bater um papo com os artesões e comprar coisas imaginativas.
Devo ter puxado minha vó Olga que saía para a rua para comprar um kilo de açucar no supermercado e voltava duas horas depois. Tinha encontrado um conhecido, perguntado da familia, conversado sobre alguma notícia. O velho gosta de sair para saber das coisas ao vivo e à cores.
Meus amigos me garantem que não estou tão velha assim mas eles não sabem de nada. Já nasci com a alma antiga. Na adolescência fui apaixonada pela Idade Média e ainda sou. Raspas e restos me interessam.
A memória do mundo é fascinante. Acredito que todos deveriam ser um pouco velhos, depositários da memória coletiva e transmissores ferrenhos dela. Temperaria a ânsia pelo novo que, quando desembestada, dá no que todos sabem.
Se a Amazônia ainda é nossa e as ruas estão liivres, nada como uma volta para respirar.
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Bom mesmo é voltar para a labuta porque a criançada não está dando mole e o tempo vai esquentar.
Enquanto a criança vai nos dizendo as maiores verdades, brincamos, inventamos, arrumamos tudo e nos vamos. Cada uma para o seu destino. Até o próximo round.
A criança não se nega a uma escuta atenta, centrada e acima de tudo mansa. Exigindo do outro a mansidão para se abrir, a criança nos ensina o caminho. Para se chegar ao sujeito é preciso abrir o espaço e ceder-lhe a voz. Ou seja, tempo.
Para crescer bem a criança precisa de tempo. Tempo de interação. Esse tempo é o adulto que deve lhe ceder, jamais ela ter que criar na base do berro. Se quisermos que algo funcione, é claro.
É por isso que o analista deve ser suficientemente bom. Sua bondade consiste em ceder-lhe a voz o tempo necessário para que ela não precise mais desse suporte. Somente o necessário, o extraordinário é demais, cantava o Urso Balu.
E vamos a luta! A Floresta ainda é nossa.
Bom mesmo é voltar para a labuta porque a criançada não está dando mole e o tempo vai esquentar.
Enquanto a criança vai nos dizendo as maiores verdades, brincamos, inventamos, arrumamos tudo e nos vamos. Cada uma para o seu destino. Até o próximo round.
A criança não se nega a uma escuta atenta, centrada e acima de tudo mansa. Exigindo do outro a mansidão para se abrir, a criança nos ensina o caminho. Para se chegar ao sujeito é preciso abrir o espaço e ceder-lhe a voz. Ou seja, tempo.
Para crescer bem a criança precisa de tempo. Tempo de interação. Esse tempo é o adulto que deve lhe ceder, jamais ela ter que criar na base do berro. Se quisermos que algo funcione, é claro.
É por isso que o analista deve ser suficientemente bom. Sua bondade consiste em ceder-lhe a voz o tempo necessário para que ela não precise mais desse suporte. Somente o necessário, o extraordinário é demais, cantava o Urso Balu.
E vamos a luta! A Floresta ainda é nossa.
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Deus é brasileiro. Está provado.
Como sabemos? Num golpe de mestre salvou a Floresta Amazônica, uma de suas belas obras. Porque escolheu como anjo de trombeta um homem chamado Janones é mais um mistério dos seus indecifráveis desígnios.
E o mundo está com inveja. Jamais terão uma Amazônia. Aliás sempre invejaram e cobiçaram as nossas riquezas naturais. Quem sabe agora o Brasil vai achar bonita sua própria cara e mandar a feiúra embora? Oremos.
Nada se sabe. O Deus Brasileiro às vezes manda uma tempestade, a gente aproveita o sol e terra lavada. Mas tambem gosta de castigar o descuido com derrota por goleada.
Mas o fato é: o Brasil está na crista da moda.
Deus é brasileiro. Está provado.
Como sabemos? Num golpe de mestre salvou a Floresta Amazônica, uma de suas belas obras. Porque escolheu como anjo de trombeta um homem chamado Janones é mais um mistério dos seus indecifráveis desígnios.
E o mundo está com inveja. Jamais terão uma Amazônia. Aliás sempre invejaram e cobiçaram as nossas riquezas naturais. Quem sabe agora o Brasil vai achar bonita sua própria cara e mandar a feiúra embora? Oremos.
Nada se sabe. O Deus Brasileiro às vezes manda uma tempestade, a gente aproveita o sol e terra lavada. Mas tambem gosta de castigar o descuido com derrota por goleada.
Mas o fato é: o Brasil está na crista da moda.
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Rima para a terça-feira
Quando o paciente falta dá para sair para caminhar.
Hoje o tempo está ameno e o sol divino, banhando as árvores, penetrando na folhagem, desenhando sombras. A Floresta Amazônica está salva e podemos respirar.
O tempo nos brinda, sair para a rua é a pedida. Amanhã deixa para amanhã. Hoje é para brilhar.
Rima para a terça-feira
Quando o paciente falta dá para sair para caminhar.
Hoje o tempo está ameno e o sol divino, banhando as árvores, penetrando na folhagem, desenhando sombras. A Floresta Amazônica está salva e podemos respirar.
O tempo nos brinda, sair para a rua é a pedida. Amanhã deixa para amanhã. Hoje é para brilhar.
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Meu voto não é secreto: vou votar no meu pai.
É claro que meu pai está representado pelo Lula. Bastante bem representado por sinal. Quando Lula esteve preso meu pai e mais uma série de artistas se juntaram e fizeram coisas para enviar a ele na prisão.
Como um surrealista comunista, fidelíssimo à sua classe, a periferia pobre de Lisboa, onde ainda bebê teve pólio e fez do mancar assinatura não se apaixonaria por Lula, o nordestino de nove dedos?
Política é espelho, está mais provado do que nunca.
Meu pai fiicaria feliz de ver tanta gente na rua, com a bandeira vermelha e orgulhoso do seu eleito, aguentando este tranco aos 80.
Só não sei se ele aguentaria ver novamento a escolha da servidão voluntária. Talvez morresse do coração e com certeza não foi do coração que ele morreu.
A primeira foto deste post sempre me causou uma ferida no coração. É a despedida de uma amigo do pequeno mas brilhante grupo de surrealistas de Lisboa no qual meu pai era o jovem fotografo. Aos 27 partiu para o Brasil e só voltou para rever os amigos depois da Revolução dos Cravos. Nunca sonhou em voltar para Portugal. O exílio é uma cicatriz.
Vejam a exposição de uma bela parte da sua muita extensa obra no @ims.paulista . Vale a pena como inspiração para a resistência que precisaremos ter no futuro independente do que acontecer hoje.
Votarei no meu pai também por reparação. Não pude seguir seu exemplo e repetir o exílio. Despedir é impossível para mim. E é por isso que, com consciência cívica zero, irei as urnas e me comportarei bem.
Bom voto!
Meu voto não é secreto: vou votar no meu pai.
É claro que meu pai está representado pelo Lula. Bastante bem representado por sinal. Quando Lula esteve preso meu pai e mais uma série de artistas se juntaram e fizeram coisas para enviar a ele na prisão.
Como um surrealista comunista, fidelíssimo à sua classe, a periferia pobre de Lisboa, onde ainda bebê teve pólio e fez do mancar assinatura não se apaixonaria por Lula, o nordestino de nove dedos?
Política é espelho, está mais provado do que nunca.
Meu pai fiicaria feliz de ver tanta gente na rua, com a bandeira vermelha e orgulhoso do seu eleito, aguentando este tranco aos 80.
Só não sei se ele aguentaria ver novamento a escolha da servidão voluntária. Talvez morresse do coração e com certeza não foi do coração que ele morreu.
A primeira foto deste post sempre me causou uma ferida no coração. É a despedida de uma amigo do pequeno mas brilhante grupo de surrealistas de Lisboa no qual meu pai era o jovem fotografo. Aos 27 partiu para o Brasil e só voltou para rever os amigos depois da Revolução dos Cravos. Nunca sonhou em voltar para Portugal. O exílio é uma cicatriz.
Vejam a exposição de uma bela parte da sua muita extensa obra no @ims.paulista . Vale a pena como inspiração para a resistência que precisaremos ter no futuro independente do que acontecer hoje.
Votarei no meu pai também por reparação. Não pude seguir seu exemplo e repetir o exílio. Despedir é impossível para mim. E é por isso que, com consciência cívica zero, irei as urnas e me comportarei bem.
Bom voto!
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Quem quer conhecer a obra da Cláudia Lemos não deve perder a oportunidade.
Inscrições gratuitas no link
https://forms.gle/F1kFAn1UHoupB4to7
Quem quer conhecer a obra da Cláudia Lemos não deve perder a oportunidade.
Inscrições gratuitas no link
https://forms.gle/F1kFAn1UHoupB4to7
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A semana começa e os pacientes vão chegar trazendo consigo alguma balbúrdia, muitas queixas, várias trapalhadas, novidades só agora apercebidas, pedaço de sonho, alguns pensamentos e sabe-se lá mais o quê.
Alguns deitarão no divã, outros vão logo brincar. Ao final da sessão, a dupla arruma a bagunça, dizem se o trabalho foi útil e se despedem prometendo voltar. Parece amor mas tem começo, meio e fim. O melhor dos fins é aquele que vira começo, isto é, o paciente se torna analista. Mas existem alguns outros também interessantes. Tudo depende, como mostrou Winnicott, da habilidade do analista em sobreviver.
Psicanálise não é tratamento, é antídoto. Boa semana para quem precisa de força de luta!
A semana começa e os pacientes vão chegar trazendo consigo alguma balbúrdia, muitas queixas, várias trapalhadas, novidades só agora apercebidas, pedaço de sonho, alguns pensamentos e sabe-se lá mais o quê.
Alguns deitarão no divã, outros vão logo brincar. Ao final da sessão, a dupla arruma a bagunça, dizem se o trabalho foi útil e se despedem prometendo voltar. Parece amor mas tem começo, meio e fim. O melhor dos fins é aquele que vira começo, isto é, o paciente se torna analista. Mas existem alguns outros também interessantes. Tudo depende, como mostrou Winnicott, da habilidade do analista em sobreviver.
Psicanálise não é tratamento, é antídoto. Boa semana para quem precisa de força de luta!
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